Contribuições metodológicas do direito em pretuguês para pesquisas feministas no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18316/redes.v13i2.12661

Palavras-chave:

Metodologias Feministas, Direito e Relações Raciais, Direito em pretuguês

Resumo

Neste artigo, partimos dos aportes do direito em pretuguês para explorar preocupações ético-metodológicas no intuito de contribuir para o debate sobre metodologias feministas no direito. Situado no campo do Direito e Relações Raciais, articulamos o pensamento de Lélia Gonzalez a partir da influência do Feminismo decolonial e da Teoria Crítica da Raça, para discutir as repercussões do Epistemicídio, da relação Sujeito-Objeto e da Infraestrutura da produção do conhecimento para viabilizar abordagens comprometidas com promoção da vida plena, do respeito mútuo e com o enfrentamento a todas as formas de violência. Busca-se confluir para a constituição de um direito contra-colonial, que tensiona o monopólio acadêmico, as políticas de nomeação e de tradução, bem como os modelos de avaliação, financiamento e editoração que envolvem produções que desafiam o paradigma senhorial do sistema jurídico brasileiro.

Biografia do Autor

Thula Pires, PUC-Rio, Departamento de Direito

Professora nos cursos de Graduação e Pós-graduação do Departamento de Direito da PUC-Rio, onde coordena o Programa de Pós-Graduação em Direito e o Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente (NIREMA). Professora Visitante Jr. no African Gender Institute, University of Cape Town (CAPES/Print/ 2020). Jovem Cientista do Nosso Estado (FAPERJ- 2022/2025) e Bolsista de Produtividade PQ-2, CNPq. Coordenadora do Direito em Pretuguês: Grupo de Pesquisa em Estudos Ladino-Amefricanos e Afrodiaspóricos, vinculado ao PPGD PUC-Rio e ao NIREMA. Integrante da Rede Feminista de Ensino, Pesquisa e Extensão no Direito. Associada de CRIOLA, integrante dos Conselhos da Anistia Internacional no Brasil e do Centro de Estudos em Segurança e Cidadania (CESeC). 

Andréa Gill, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais

Andréa Gill é professora do Departamento de Ciência Política do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no setor de Política Internacional e Decolonialidade, e colaboradora do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA/UFRJ). Integra o Conselho Deliberativo do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI-UFRJ). Pesquisadora associada do Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente (NIREMA), e da Unidade do Sul Global para Mediação (GSUM) do Centro de Estudos e Pesquisas BRICS (BPC) do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Compõe o Conselho Fiscal da Diretoria da Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI), assim como a Coordenação da Área Temática de Ensino, Pesquisa e Extensão; o Fórum de Equidade; e a Comissão de Avaliação das Políticas Afirmativas da ABRI. 

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Publicado

2025-09-23

Edição

Seção

Dossiê