Uma das poucas e duas entre muitas:

pensando trabalho, gênero, raça e classe a partir das narrativas de uma professora e duas trabalhadoras domésticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18316/redes.v13i2.12649

Palavras-chave:

Mercado de trabalho; gênero, raça e classe;, desigualdades; interseccionalidade; narrativa.

Resumo

O estudo reflete sobre o (não) lugar feminino e negro no mercado de trabalho à luz dos marcadores de gênero, raça e classe. Problematiza um (não) lugar em espaços de poder em face de uma subalternização capitalista-patriarcal-racista, mais especificamente nos pensando a partir de narrativa escrevivência de uma das autoras deste estudo, mulher negra, e de duas trabalhadoras domésticas, uma branca e outra negra. A pesquisa filia-se majoritariamente ao feminismo negro no seu arcabouço teórico. Trata-se de uma pesquisa interdisciplinar com abordagem qualitativa, somando-se teoria e empiria em uma proposta téorico-metodológica com aproximação com a interseccionalidade em diálogo com a narrativa escrevivência. Identificou-se que existe uma (re)produção de um processo de discriminação e estereotipização feminina e negra, acompanhado de subalternização em espaços de poder em prol da branquitude que molda as vivências pessoais-profissionais desde as mulheres que possuem escolarização até aquelas que não o tiveram, de modo que se articulam gênero, raça e classe para aprofundamento abismal de um não lugar de mulheres, principalmente negras, em espaços de poder. Espera-se que a pesquisa colabore com o enfrentamento de desigualdades e como um despertar para a valorização de formas outras de investigação baseadas em conhecimentos que relacionem questões sociais concretas e experiências de vida individuais-coletivas. É preciso cultivar o encorajamento de um lugar democrático para nós, mulheres, sobretudo negras, em todos os espaços de construção de poder. 

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Publicado

2025-08-29

Edição

Seção

Dossiê