O humor como estratégia de enfrentamento da morte no conto "o último dia na vida do ferreiro"
DOI:
https://doi.org/10.18316/cippus.v13i2.12599Palavras-chave:
Tanatopedagogia, Tanatologia, Literatura brasileira, Ricardo Azevedo, Contos popularesResumo
Este artigo tem como objetivo analisar de que forma o conto "O Último Dia na Vida do Ferreiro", de Ricardo Azevedo, utiliza o humor como dispositivo narrativo para representar o processo de morte e morrer. A partir da perspectiva da tanatologia e da história cultural do humor, investiga-se como a narrativa reconfigura a figura da Morte, atribuindo-lhe traços cômicos e humanos. A metodologia adotada é de cunho qualitativo e documental, com base nas contribuições de autores como Driessen (2000), Alberti (2002), Duarte (2006) e Kübler-Ross (1996). Ao final, demonstra-se que o conto permite uma reflexão pedagógica e filosófica sobre a finitude, desmistificando a morte e promovendo um riso que remedia o irremediável, além de contribuir para o entendimento de que a morte é um fenômeno que faz parte do contexto da vida. Ao fazer uso de recursos humorísticos, a estratégia narrativa oportuniza a discussão de um tema difícil e complexo, promovendo um princípio educativo sobre o assunto a partir da ludicidade.
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